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Amor romântico e realidade


O imaginário humano encontra uma dádiva na ideia do amor romântico, o que influência a constituição das relações amorosas na nossa culta, incentivando-se a ideia romântica de que o casamento é um instrumento de libertação e de felicidade.


A partir desta crença, espera-se que com o casamento, o casal se torne responsável pela realização dos sonhos e aspirações de cada um. Espera-se que de alguma forma, compensem entre si as carências e as faltas, através dos papéis que irão exercer, mesmo que muitas vezes estes papéis sejam incompatíveis com este propósito ou com a personalidade e o desejo de cada um dos envolvidos nesta ilusão.


Esta ideia romântica torna-se praticamente irrealizável e, por isto mesmo, transforma-se numa cruz a ser carregada pelos parceiros no calvário de uma convivência que deveria ter como finalidade satisfazer as exigências recíprocas. É muito comum os casais acusarem-se mutuamente por não verem satisfeitas essas ilusões, mas a verdade, é que dificilmente uma relação se desenvolverá de forma satisfatória, quando se deseja atendê-las. Essa premissa é o resultado dos condicionamentos que cada parceiro vai colecionando na sua convivência familiar e no seu contexto cultural mais amplo.


Embora de forma popular se atribua à “incompatibilidade de feitios”, de hábitos e de interesses conscientes dos parceiros a responsabilidade pelo fracasso conjugal, deve-se reconhecer que existe uma falta de preparação dos indivíduos, de uma forma geral, para o casamento. Existe tendencialmente um conflito entre os objetivos conscientes e inconscientes acerca de si mesmos e acerca do que esperam da relação conjugal - a "promessa de felicidade para sempre”, é o fator mais preponderante deste fracasso.



"À Procura do Outro


"A maioria de nós sai à procura do amor levado por duas forças psicológicas poderosas: a fantasia do romance ideal e o medo de que não o encontremos e nunca sejamos amados. Esses dois impulsos são característicos da auto-sabotagem, embora de maneiras diferentes. Se você levar consigo uma fantasia idealizada de como deveria ser o amor, vai perder a coisa real quando ela cruzar o seu caminho. O amor real começa com interações cotidianas que possuem a semente da promessa, não com o êxtase total.”

Chopra



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